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Matéria acidentada
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  Sinópse

Nos dizeres de Ruy Póvoas, este seu novo livro de poemas, Matéria acidentada, tem o título originado em outro livro seu, A viagem de Orixalá, conforme ele mesmo explica na apresentação deste volume.

Por causa das ligações entre essas duas obras, no que pese a distância entre o verso e a prosa, o autor informa que neste livro, os poemas são designados por um sintagma nominal formado por um substantivo mais um adjetivo. É a substância atingida por um acidente: a matéria se contorce. Na frase, o substantivo é atingido por um adjetivo, que o restringe, e os conteúdos semânticos se alteram no nível da interpretação.

Entre outras atividades que Ruy Póvoas tem exercido, duas delas chamam a atenção: ter sido professor de Matemática por quinze anos, e ainda exercendo, até a presente data, a função de babalorixá há cinquenta anos. Seja lidando com logaritmos, seja manipulando o jogo de búzios com base nos Odu de Ifá, ele tem facilidade em trabalhar com signos e em deixar pistas cifradas em suas obras, para que seus leitores descubram outras revelações.

Matéria acidentada não foge a essa regra. São nove partes em que esta obra se divide. Nove é o número dos espaços do Orun, e Iansã, a Senhora dos Raios e dos Ventos, percorre todos eles na velocidade do pensamento. Um de seus títulos mais conhecidos é Yiá mesan orun, isto, a Mãe dos Nove Espaços do Orun. Daí, a maioria dos poemas constantes deste livro são blocos monolíticos para serem lidos ou recitados num só fôlego na rapidez do vento.

Assim como o vento não tem forma e não se encaixa em fôrma alguma, os poemas aqui apresentados gozam de uma liberdade plena. Não se encaixam nas fôrmas ortodoxas. Elas, as fôrmas, que se adaptem a eles. E essa liberdade é exercitada ao longo de toda a obra, em estrofes cujo número de versos não se prende a cânone algum dos consagrados.

Como se isso não bastasse, os intitulativos das nove partes que compõem este livro constituem-se um verdadeiro roteiro calcado numa concepção bachelardiana, que vai da Imaginação imaginante à Palavra comprometida. Esse roteiro é um convite ao leitor ao prazeroso exercício da leitura, da reflexão e, não raro, ao riso. Há, sim, muitos momentos de diversão.

Do demais, o leitor descobrirá por si.

  Ficha técnica
ISBN: 978-85-8151-053-8
Edição:
Ano de publicaçao: 2017
Nº de Páginas: 152
Formato: 16x23cm
Idioma: Português
  Sobre o autor
Ruy póvoas

Ruy do Carmo Póvoas (1943) nasceu em Ilhéus. A partir de 1970, fixou residência em Itabuna, onde fundou o Ilê Axé Ijexá, terreiro de candomblé de origem nagô, de nação Ijexá, no qual exerce a função de babalorixá.

É licenciado em Letras pela antiga Faculdade de Filosofi a de Itabuna e Mestre em Letras Vernáculas (UFRJ). Lecionou Língua Portuguesa durante 50 anos, até quando se aposentou pela UESC. Coordenou, durante 16 anos, o Núcleo de Estudos Afro-Baianos Regionais - Kàwé, da Universidade Estadual de Santa Cruz, do qual é fundador. Também, sob sua coordenação, foram criados o Jornal Tàkàdá, o Caderno Kàwé e a Revista Kàwé.

Poeta, contista e ensaísta, Ruy tem publicado: Vocabulário da paixão, A linguagem do candomblé, Itan dos mais-velhos, Itan de boca a ouvido, A fala do santo, VersoREverso, Da porteira para fora, A memória do feminino no candomblé, Mejigã e o contexto da escravidão, A viagem de Orixalá, Novos dizeres e Representações do escondido. Ocupa a cadeira 18 da Academia de Letras de Ilhéus e é membro fundador da Academia de Letras de Itabuna.

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